Perigos da obsolescência programada
Enviada em 02/08/2020
Sabe-se que sistema capitalista nasceu na época feudal com o excedente da produção em forma de escambo entre os agricultores e em seguida tomou grandes proporções e lucro a partir Revoluções Industriais. Hoje, para manter a média das vendas, os empresários diversificam a cada dia seus produtos, reduzindo seu tempo útil de vida, fazendo com que os consumidores adquiram um novo produto num espaço de tempo mais curto que o adequado. Esse fato é causado pela necessidade de manter o lucro dos grandes empresários, porém agride a saúde da população e a do meio ambiente.
Os lixões tecnológicos são realidade e estão espalhados por todo o globo terrestre, contaminando solo, água e ar pela liberação de gases nocivos exalados desses lixos acumulados. desde a retirada da matéria prima da natureza, o processo gera danos ao meio ambiente, na maioria irreversíveis a curto prazo, e que podem acarretar no fim da estabilidade mínima necessária para a vida na Terra, desencadeando desastres como chuvas ácidas ou até mais graves, como a extinção de espécies, derretimento das geleiras e, consequentemente, aumento do nível do mar.
A obsolescência programada gera na população o costume de generalizar o tratamento efêmero dado aos produtos também às relações cotidianas. antes a busca era pela manutenção das conexões antigas para torná-las prósperas de duradouras, hoje faz-se o contrário, livra-se daquilo que desagrada nos primeiros obstáculos. Essa constante mudança torna o indivíduo inseguro perante a si e a sua realidade, uma vez que podem mudar repentinamente e tornarem-se mal vistos pelos outros, influenciando no desenvolvimento de problemas psicológicos, como a depressão, a ansiedade e até transtornos mentais. A sensação de insuficiência, por estar em uma sociedade insaciável e inconstante é altamente perigoso, tanto para homens, quanto para o planeta, que também sofre com ações inconsequentes.
Em suma, medidas são necessárias para reduzir o problema. Para isso, cabe ao Governo Federal em conjuntura com o Ministério do Meio Ambiente, tabular uma lei que estabeleça limites para as emissões de produtos poluentes no ar e na água, e, para fiscalizar a efetividade dela, formar equipes de engenheiros que produzam aparelhos para medir esses índices, químicos industriais para fazer a avaliação correta e, ainda, para reduzir os gastos, tornar essa participação parte do estágio dessas áreas. Além disso, é dever das escolas programar palestras com psicólogos e biólogos, como organizações com o foco em sustentabilidade para ensinar e conscientizar os alunos a necessidade de evitar a dependência tecnológica e seus impactos na natureza, formando consumidores mais críticos.