Perigos da obsolescência programada
Enviada em 31/07/2020
O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar a mazelas do Brasil contemporâneo. Nesse viés, entende-se que a obsolescência programada é um problema em questão na atualidade. Assim, é necessário analisar que seja pela manipulação da mídia, ou então, pela falta de investimentos em métodos de reciclagem, o entrave vem silenciosamente se agravando e precisa de meios para seu combate.
Primeiramente, cabe ressaltar que a mídia influencia diretamente no consumo da população. Nesse sentido, as propagandas estimulam a compra de diversos produtos que possuem um vida útil pequena, pois precisam ser trocados rapidamente para gerar lucro para o mercado. Isso pode ser comprovado com os diversos modelos de aparelhos eletrônicos que são lançados a cada ano, visto que possuem poucas melhorias em relação ao modelo antecessor, porém têm o mesmo valor ou até maior. Logo, entende-se que a persuasão causada pelos meios de comunicação auxilia na problemática em discussão.
Em segundo lugar, o hiperconsumismo gera um enorme acúmulo de lixo. Sendo assim, a ineficácia dos métodos de reutilização acarreta na perda de diversos materiais que compõem os objetos, bem como faz mal ao meio ambiente, porque muitos dispositivos possuem elementos tóxicos à natureza. A exemplo, é o lítio, presente na baterias dos aparelhos móveis, que pode contaminar os mananciais e solos, porém possui um valor econômico alto e por isso, muitas empresas têm interesse em reciclá-las. Enfim, conclui-se que o reaproveitamento auxilia no processo de combate à obsolescência dos produtos.
Em suma, a problemática ainda existe e necessita de solução. Deste modo, cabe ao Ministério da Educação, a partir das escolas, ofertar conhecimento com relação a economia e sustentabilidade por meio de eventos que englobem os alunos e os responsáveis - como palestras ou feiras empreendedoras -, com o objetivo de formar gerações futuras mais conscientes com seus gastos e o impacto deles. Portanto, poder-se-á atenuar a problemática atual próximo ao discutido por Dimenstein em sua obra “O Cidadão de Papel”.