Perigos da obsolescência programada
Enviada em 01/08/2020
Durante a Revolução Industrial, o modelo fordista visava desenvolver uma produção em massa e de bens duráveis, o que provocou uma crise no sistema devido à falta de consumidores. Logo, empresas começaram a fabricar seus produtos com uma durabilidade já determinada, fazendo com que os consumidores adquiram novos, ocorrendo um ciclo vicioso de consumo e destruição da natureza. Diante disso, a questão da obsolência programada é um problema mundial e medidas devem ser tomadas para que esse cenário se transforme.
Segundo o filósofo Schopenhauer, o desejo humano de ter é insaciável, uma vez que quanto mais se tem ou se consegue, mais se deseja obter. Em virtude disso, a obsolescência programada é uma estratégia de empresas para a ampliação do consumo de mercadorias através de produtos de qualidade e pouca duração, o que gera um tipo de dominação do consumidor, influenciado pelas mídias e pressões sociais, que assim precisam consumir determinados bens materiais para entrar no “padrão” criado pela sociedade.
Além disso, devido a rápida troca de produtos o descarte ocorre de forma errada e inconsciente. De acordo com o Banco Mundial, o Brasil é o 4° país no mundo que mais produz lixo, acarretando dessa forma danos ambientais e também a saúde dos cidadãos, que tem contato com essa poluição gerada pelos produtos.
Portanto, medidas são necessárias a fim de resolver a questão da obsolescência programada. Assim, o poder Legislativo deve criar leis de fiscalização em empresas, visando a qualidade dos produtos, para que assim os consumidores não sejam prejudicados e o meio ambiente seja conservado. Também, as escolas junto com o governo deve promover aulas e campanhas publicitárias, visando deixar a população consciente das estratégias comerciais, criando assim um visão crítica e responsável.