Perigos da obsolescência programada
Enviada em 01/08/2020
Desde a Revolução Industrial a partir do século XVIII, as fábricas já buscavam alternativa para aumentar a produtividade. No século XXI, essa incessante busca da indústria mantém-se constante, utilizando, hoje, novas técnicas, como a obsolescência programada, a qual ocasiona impactos tanto na forma de consumo dos indivíduos pós-modernos, quanto ao meio ambiente.
A princípio, o consumismo compulsivo dos cidadãos é uma consequência direta da obsolescência programada. Isso se deve, em grande medida, não somente pela redução da vida útil dos produtor, mas também pelo crescente mercado da publicidade, a qual, através da eficaz linguagem conativa, induzem os indivíduos a comprarem novos produtos antes mesmo da depreciação dos antigos. Afinal, “a propaganda é a alma do negócio”, segundo o famoso ditado popular. Dessa maneira, essa “cultura” de consumo atinge, principalmente, os jovens, tornando-os fortemente propensos ao mau hábito do consumo exagerado.
Além disso, é válido pontuar ainda os danos ambientais causados por essa obsolescência. Estima-se que o Brasil produz cerca de 61 milhões de toneladas de lixo por ano, sendo apenas menos da metade deles direcionados a locais de tratamento adequados. Desse modo, haja vista o aumento do consumo e subsequente elevação no número de produtos descartados, a produção de quantidade de resíduos cresce e, consequentemente, mais impactos são gerados, fazendo com que o ambiente progressivamente seja degradado.
Desse modo, é preciso refletir sobre o real mister do objeto para que seja alcançado um equilíbrio no consumo, como disse o filósofo Aristóteles, “ toda virtude é um ápice entre dois excessos”. Por isso, a sociedade pode boicotar a obtenção de novos produtos que se desgastam rapidamente e o usufruir o máximo do item. Além disso, o Estado deve fiscalizar a maneira de como são elaboradas as propagandas para que não se vinculem uma falsa condição social ao consumo. Ademais,deve ser ensinado a educação. de base afim de que os futuros consumidores não sejam reféns ao impulso capitalista. Por fim, os perigos da obsolescência programática estão atrelados ao capital e a desinformação.