Perigos da obsolescência programada

Enviada em 01/08/2020

Muito se discute sobre os perigos da obsolescência programada. Esse é um problema recorrente atualmente, os consumidores de produtos eletroeletrônicos, eletrodomésticos, entre outros, estão insatisfeitos com a durabilidade dos bens adquiridos, cerca e 45% deles dão defeito antes de dois anos de uso. A motivação da curta durabilidade dos produtos seria uma tática dos fabricantes para a compra repetitiva deles. Contudo o maior prejudicado nesse aspecto é o meio ambiente, sendo poluído.

Mormente, a obsolescência é um perigo atual, pois passou a ocorrer após os fabricantes de lâmpadas entrarem em um acordo de que a ela só poderia ter vida útil até certo ponto, para o melhor faturamento das empresas. Hoje em dia, segundo a pesquisa feita pela Sindec- Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, observa-se que a cada cinco anos 51,6% de todos os computadores dos país apresentarão algum defeito e mesmo assim os consumidores estão satisfeitos, o que mostra que as indústrias faturam cada vez mais.

Outrossim, o maior perigo da obsolescência é a poluição do meio ambiente com lixo tecnológico, tanto acumulado nas casas tanto no meio das ruas ou então em locais de descarte incorreto, pois segundo a pesquisa feita pela PROTESTE, apenas 3% das pessoas que tem o aparelho perdido realiza o descarte correto. Contudo o descarte incorreto desses materiais pode ser prejudicial à saúde. Segundo o professor de Engenharia Ambiental Marco Antonio Cismeiro Bumba, a maioria dos metais pesados tendem a causar tumores. Ele explica também que a contaminação dos solos e rios é agravada com a ação.

Em virtude dos fatos mencionados, é mister que por meio de ações do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério da Saúde haja a conscientização da população sobre o descarte correto do lixo tecnológico para que não seja mais considerado um perigo da obsolescência, e para que a tal seja controlada é preciso que os consumidores cuidem dos produtos e os substituam em caso extremo.