Perigos da obsolescência programada

Enviada em 03/08/2020

A Terceira Revolução Industrial é a mais recente dinâmica de transformação dos sistemas produtivos, começada no final da década de 60 e viva até os dias atuais. Na realidade contemporânea brasileira, as indústrias - propositadamente - desenvolvem e fabricam produtos obsoletos, como tática de forçar o consumidor a comprar uma nova geração de produtos. Entretanto, os perigos dessa estratégia já são refletidos no consumo frenético e numa significativa poluição eletrônica.

A princípio, é importante ressaltar o consumismo como uma tentativa de ascender socialmente. Hodiernamente, os indivíduos cada vez mais adquirem produtos como forma de demonstrar poder na sociedade e pertencer a um determinado grupo econômico. Um levantamento feito pelo Instituto Ataku mostra que 76% das pessoas não praticam consumo consciente. A influência midiática é o principal responsável pela intensificação desse quadro, já que o público é bombardeado com informações que visam apenas o consumo excessivo, e a troca deles por um curto período de uso.

Além disso, o despreparo para a reciclagem eletrônica é outro empecilho que dificulta a resolução dessa problemática, já que países desenvolvidos descartam enormes quantidades de lixo eletrônico aos países subdesenvolvidos, e quando descartado de maneira incorreta é muito prejudicial á saúde dos indivíduos. De acordo com os dados do relatório da ONU, apontam que o lixo eletrônico representa “crescente risco” ao meio ambiente e a saúde humana. Nesse sentido, algo deve ser feito para alterar essa situação, uma vez que o meio ambiente sofre graves problemas pelo enorme consumo de recursos naturais na produção dos eletrônicos.

Portanto, é indubitável a necessidade de proteger os consumidores da obsolescência programada. Destarte, cabe ao Governo Federal, estabelecer leis que garantam o descarte eletrônico adequado, por meio de fiscalização contínua, a fim de promover a restauração ambiental. Além disso, cabe ao Ministério da Educação, implementar palestras e atividades lúdicas nas escolas, a respeito do consumo consciente, a fim da conscientização da comunidade escolar. Dessa maneira, o efeito social surtirá efeitos.