Perigos da obsolescência programada

Enviada em 01/08/2020

A obsolescência programada não é uma invenção atual, faz parte do fenômeno industrial e de consumo surgido nos países capitalistas nas décadas de 1930 e 1940. As fábricas buscam uma alternativa para aumentar sua produtividade, desde o século XVIII. No século XXI, a permanente busca da indústria mantém-se constante, utilizando hoje, novas técnicas, como a obsolescência programada, a qual ocasiona impactos na forma de consumo dos indivíduos e no meio ambiente.

O consumismo coativo dos consumidores é uma consequência direta da obsolescência programada. Isso se deve a grande demanda de produção e também a pequena vida útil de um produto, mas também ao uso de estratégias de marketing e publicidade para estimular a compra de seus produtos. Dessa forma, os jovens acabam sendo o “público-alvo” da obsolescência programada.

Devido a isso, a poluição ambiental é outro fator alarmante da obsolescência programada. Segundo a Organização das Nações Unidas, a ONU, são despejados aproximadamente 45 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano. Ao que parece, o consumismo desenfreado vem afetando não somente as relações econômicas como também o meio ambiente.

Portanto, o consumismo exacerbado e a poluição são os principais perigos advindos da obsolescência programada. Logo, o Ministério da Educação, com o apoio de educadores financeiros, devem elaborar cartilhas de consumo que instruam os jovens e seus familiares ao consumo moderado e ao descarte de produtos consciente. Somado a isso, o Ministério do meio ambiente, em parceria com o CONAR, deve, nas propagandas de produtos eletrônicos, acrescentar comunicados sobre o descarte adequados destes, visando assim, o a preservação do meio ambiente.