Perigos da obsolescência programada

Enviada em 02/08/2020

Segundo Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais, econômicas e políticas é característica da “Modernidade Líquida”. Considerando o pensamento do sociólogo, essa realidade se compara com a obsolescência programada, ato de tornar um produto obsoleto em curto tempo propositalmente, anexa ao mercado e uma nação alienada ao extremo, ocasionando inúmeros problemas como o aumento do consumismo e a produção de lixo.

Evidentemente, os fatores governamentais é uma das principais causas da obsolescência programada. De acordo com a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, explana o dever social de construir uma sociedade livre, justa e solidária garantindo o desenvolvimento coletivo. No entanto, está longe dessa realidade, visto a mínima amplitude de reguladores, no que concerne à proteção do cidadão e o principio do consumo consciente, como exemplo, Apple e Samsung ao criarem smartphones cada vez menos perpétuos.

Outrossim, é notória a comunidade como impulsionador do problema. Segundo Michel de Montaigne a mais honrosa das profissões é servir o público e ser útil ás pessoas. Todavia, de maneira similar ao pensamento do filosofo, a atuação produtiva à sociedade encontra-se distante, visto que as nações incentivam o alto consumo para adquirir status e as empresas não se preocupam com o descarte criando uma sociedade poluidora e pouco consciente.

Fica inequívoco, que o cenário do comercial é problemático. Assim, é preciso que a ONU estabeleça metas para que empresas alcancem a diminuição da obsolescência programada oferecendo recompensas financeira ou com prêmios internacionais a quem atingi-las, tornando as relações de mercado mais sustentáveis e menos abusadoras. Conforme também é vital que escolas trabalhem na formação de cidadão críticos por meio de palestras com especialistas no assunto para que a geração futura não seja benevolente com pensamentos impostos e que possam reconhecer quando o meio ambiente esteja sendo violado.