Perigos da obsolescência programada

Enviada em 02/08/2020

Após a Revolução Industrial, o sistema capitalista foi buscando cada vez mais maneiras de aumentar o lucro, tornando comum a produção em massa e o consumo desenfreado. Impulsionado principalmente por nomes como Henry Ford, que aplicava este modelo através do Fordismo, a sua aplicação, complementada pela obsolescência programada gera, de maneira acelerada, diversos problemas sociais e ambientais.

O sistema de se criar produtos programados para avariarem precocemente passa a ser implementado com veracidade a partir da década de 1950, perpetuando-se até os dias atuais. Segundo Sócrates, os erros são consequência da ignorância humana. A vida do consumidor é diretamente afetada dentro desse sistema, já que esse tem seu estilo de vida moldado para se encaixar dentro dos parâmetros pré estabelecidos, tendo sua saúde e até mesmo sua forma de enxergar o mundo manipulados. No entanto, o desconhecimento da população à cerca do assunto torna a mudança deste cenário quase inviável.

Ademais, seu principal objetivo de lucrar infinitamente não condiz com a realidade dos recursos finitos do planeta, gerando assim, diversas complicações irreversíveis ao meio ambiente, como o desmatamento, a emissão de substâncias tóxicas na atmosfera, o esgotamento de recursos naturais, entre outros agravantes.

Para que se atenue esse cenário instável, portanto, faz-se necessária a atuação do Ministério da Educação, criando conteúdos na base curricular do ensino fundamental de escolas públicas e privadas, que abordem sobre a ligação do consumo desnecessário com a obsolescência programada e suas consequências ao ambiente, criando um senso crítico na sociedade. Aliado a isso, a prática da logística reversa deve tornar-se obrigatória, através da criação de leis e multas contra os não praticantes, para que a natureza não seja explorada indevidamente. Dessa forma, o Brasil estará livre dos perigos resultantes do pensamento baseado no lucro.