Perigos da obsolescência programada

Enviada em 03/08/2020

Durante a Grande Depressão (uma forte crise financeira que abalou o mundo), os fabricantes observaram que muitos produtos estavam em estoque e não eram comercializados. Portanto, as empresas diminuíram o tempo de vida útil dos produtos delas com o intuito de forçar os consumidores a comprarem novos produtos. Entretanto, esta prática, conhecida como obsolescência programada, é um problema que prejudica os seres humanos e o meio ambiente.

Primeiramente, é preciso analisar as consequências sociais desse problema. De acordo com Benito Muros, fundador do movimento Sem Obsolência Programada (SOP),  produtos com obsolescência programada gerem prejuízo de 40 a 50 mil euros para uma pessoa durante sua vida. Além do mais, as pessoas podem gerar uma “obsolescência psicológica”, que é o impulso de substituir um produto ainda novo por outro, pelo fato deste outro produto ser mais recente.

Também é preciso lembrar que o ato do consumidor de adquirir um novo produto e descartar o antigo gera grandes volumes de lixo eletrônico. Dados da União Internacional de Telecomunicações (UIT) revelam que foram geradas 44,7 milhões de toneladas desse lixo em 2016. Além disso, estes resíduos não são descartados corretamente: são descartados em grandes lixões. Isso afeta o meio ambiente por contaminação de metais pesados no solo, na água e no ar.

Portanto, é visível os problemas causados pela obsolência programada. É preciso que o Estado crie campanhas para alertar e conscientizar a população sobre o consumo exagerado e malefícios causados por essa ação. É necessário que o Governo exija a cooperação dos fabricantes em descartar corretamente os produtos que foram destinados para o lixo. Dessa forma, será possível amenizar este problema.