Perigos da obsolescência programada
Enviada em 02/08/2020
A obsolência programada é uma pratica que auxilia os fabricantes a lucrarem mais dinheiro, fazendo com que os consumidores gastem mais. Isso deve-se à Grande Depressão, ocorrida em 1929, pois, a crise econômica deixou a marca diante de um mercado consumidor debilitado. Além de ser um fardo a mais em relação ao bolso, é prejudicial ao planeta e todas as formas de vida que nele habitam.
O peso que ela gera é consequência da necessidade que ela passa para que as pessoas consumam cada vez mais. Em adição, segundo o filósofo Adam Smith: “O consumo é a única finalidade e o único propósito de toda produção.” Ou seja, quanto mais se produz mais se consome. E segundo Karl Marx: “A desvalorização do mundo humano aumenta em proporção direta com a valorização do mundo das coisas.”
Ademais, ela causa danos ao meio ambiente, além de reduzir a vida útil, gera aumento da produção de lixo eletrônico e o descarte incorreto acarreta inúmeros malefícios ao meio ambiente. As políticas brasileiras para produzir menos lixo e fazer o descarte correto é ineficaz, sendo considerado o maior produtor de lixo eletrônico da América Latina de acordo com a ONU e esse fato releva a prisão mental dos consumidores e produtores acerca da preservação ambiental.
Logo, a obsolescência programada deve ser mitigada. Dessa maneira, o MEC deve promover simpósios nas instituições educacionais com especialistas sobre o consumo e expor nos canais midiáticos, inclusive, nas redes sociais por meio de aulas ao vivo, a fim de introduzir o consumo sustentável no cotidiano brasileiro. Outrossim, cabe ao Governo Federal, junto com o Poder Legislativo estabelecerem leis que garantam o descarte eletrônico adequado e fiscalização contínua com ajuda de ONG´s, além de leis que controlem a produção de obsoletos programados.