Perigos da obsolescência programada
Enviada em 02/08/2020
A obsolescência programada se deu início com o engenheiro Alfred Sloan, presidente da General Motors. Nascido em 1875, se tornou dono da maior empresa do mundo nos anos de 1920. Sua ideia era mudar os modelos dos carros, fazendo com que as pessoas desejassem modelos mais novos. Isso causa grande impacto no bolso dos trabalhadores e governos, um assunto de suma importância que deve ser discutido.
Em primeiro lugar, nota-se que a obsolescência programada vem sendo cada vez mais frequente, de uma forma negativa para muitas pessoas impactando negócios de diversas formas.Para se ter uma ideia, segundo Benito Muros, presidente da Feniss (Fundación Energía para la Innovación Sostenible Sin Obsolescencia Programada), organização espanhola voltada para o assunto, estima-se que produtos com obsolescência programada gerem prejuízo de 40 a 50 mil euros para uma pessoa durante sua vida.
Em segundo lugar, constata-se que essa obsolescência tem uma conexão com a poluição. O consumismo desenfreado já traz problemas sérios de ordem social e ambiental. Países de primeiro mundo enviam seu lixo eletrônico, conhecido como e-waste, para países subdesenvolvidos. Esse entulho gera grandes problemas ao meio ambiente.Todos os anos, estima-se que 129 mil toneladas de lixo vindos da Europa e Estados Unidos cheguem somente nessa região, mas o total seria de 215 mil toneladas de lixo chegando no país africano.
A obsolescência programada é causadora de impactos diretos ao meio ambiente, planejamento econômico e configurações do mercado. Dessa forma cabe ao governo tabular uma lei que limite as emissões de produtos poluentes no ar e na água, também é importante a discussão desse assunto no mercado, tendo em vista a melhoria na vida útil dos materiais, favorecendo tanto ao consumidor quanto ao fornecedor.