Perigos da obsolescência programada

Enviada em 02/08/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, acreditava em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a obsolescência programada causada pelas grandes empresas, principalmente as de eletrodomésticos, tem tornado o Brasil mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelo aumento do consumismo, seja pelo aumento dos danos causados na natureza, esse problema permanece silenciosamente afetando a nossa sociedade e necessita de uma reflexão urgente.

Em primeiro lugar, é necessário destacar que a obsolescência programada dos objetos eletrônicos faz com que, o consumo desses itens aumente cada vez mais. Essa afirmativa é muito vivenciada na sociedade  onde o  capitalismo está  presente, em que a cada ano uma nova tecnologia é lançada, e ao mesmo tempo o seu dispositivo fica com “defeito”, estimulando assim o consumo de novos aparelhos. Assim, fica evidente que esse é um problema que merece uma atenção especial e uma solução imediata.

Em segundo lugar, problemas no meio ambiente também são consequências da obsolência programada, no mundo em que vivemos, está cada vez mais normal nós vermos florestas sendo desmatadas, ou montanhas sendo derrubadas para obtenção de minérios. Isso tudo ocorre, para alimentar uma linha de produção de objetos eletrônicos que são consumidas por pessoas que aparentemente “perderam” os seus aparelhos pois passaram de sua vida útil. Dessa forma, fica claro que essa problemática precisa ser resolvida também.

Portanto, para que o problema da obsolescência programada seja resolvida, cabe a Receita Federal fiscalizar as empresas que produzem eletrodomésticos, principalmente as que produzem Smartphone, à procura de anomalias que reduzem a vida útil dos objetos, afim de que os objetos durem mais tempo, reduzindo assim o consumo inútil de novos aparelhos e diminuindo também a exploração excessiva dos recursos naturais. Assim, o Brasil pode caminhar e progredir até chegar no Brasil de Quaresma.