Perigos da obsolescência programada
Enviada em 02/08/2020
É indiscutível, que a logística reversa é um termo que faz referência a um modo responsável com o qual algumas empresas são obrigadas a agir: recolher e dar o destino adequado aos seus produtos, o que por lei se aplica a indústrias de pneus, lâmpadas, pilhas e baterias. Contudo, esse recurso ainda é pouco aplicado, e, em seu lugar, é exorbitante a quantidade de práticas consumistas fomentadas pela publicidade. Deste modo, é imprescindível refletir sobre a obsolescência programada como risco a vida na Terra.
Em primeira Análise, é necessário ponderar a influência da mídia sobre a sociedade de consumo. Diante disso, a publicidade costuma utilizar a função apelativa da linguagem (abusa de vocativos e imperativos) afim de manipular as ações e opiniões do receptor, de modo que o leva a associar a ideia de consumo à de felicidade, em decorrência do enraizamento de conceitos como o “american way of life” e o da indústria cultural no ambiente coletivo.
Em consonância a isso, vale ressaltar o papel da padronização e da a obsolescência. As televisões foram essenciais, principalmente com o início da Guerra Fria, para impor o padrão americano como ícone de bem-estar capitalista, o que, ao lado da ideia de cultura de massa como mercadoria padronizada que visa o lucro, tornou banal o fato de produtos serem programados para ter uma vida útil curta, de modo que em pouco tempo torna-se lixo e é facilmente substituído, o que é extremamente nocivo ao meio ambiente e à população em geral.
É evidente, portanto, o poder da publicidade sobre a sociedade de consumo a mercê da obsolescência programada. Nesse contexto, cabe ao Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação, juntamente com o judiciário, ampliar leis acerca da logística reversa, e, além disso, desenvolver campanhas que alertem a população sobre os direitos dos consumidores, a fim de que esses possam reivindicar produtos de qualidade das empresas responsáveis.