Perigos da obsolescência programada

Enviada em 02/08/2020

O fenômeno da globalização e o surgimento de novas tecnologias são características marcantes da Terceira Revolução Industrial. Durante esse período, surge a obsolescência programada como uma tática empresarial de diminuir o prazo de validade dos seus produtos. Entretanto, os perigos dessa estratégia já são refletidos no consumo frenético e numa significativa poluição eletrônica.

A princípio, é importante ressaltar o consumismo como uma tentativa de ascender socialmente. No mundo contemporâneo, os indivíduos cada vez mais adquirem produtos com o intuito de transparecer riqueza e pertencer a um determinado grupo econômico. Um levantamento feito pelo Instituto Akatu mostra que 76% das pessoas não praticam consumo consciente. O mercado publicitário é o principal responsável pela intensificação desse quadro, já que o público é influenciado constantemente a comprar itens que logo serão descartados e trocados por outros.

O despreparo para a reciclagem eletrônica é outro fator grave, já que a maioria do lixo é destinado a países não desenvolvidos. Os produtos, ao serem queimados, liberam toxinas que contaminam o solo, a água e o ar com a liberação de gases nocivos como o CO2 e os famosos CFCs, prejudiciais ao meio ambiente e, consequentemente, aos seres humanos. Em última análise, é notória a obsolescência programada como fator de risco para a sociedade contemporânea.

Desse modo, cabe ao Ministério da Educação implementar matérias de sustentabilidade e consumo consciente na Base Comum Curricular, visando a formação de cidadãos responsáveis. Além disso, o Governo Federal deve estabelecer leis que garantam um descarte eletrônico adequado, por meio da fiscalização contínua e do suporte tecnológico necessário, a fim de promover a restauração ambiental. Dessa maneira, os efeitos nocivos diminuiriam drasticamente, garantindo um futuro sustentável e promissor ao país.