Perigos da obsolescência programada
Enviada em 03/08/2020
O termo “obsolescência programada” é relativamente recente, ele pode ser associado a Revolução Industrial no contexto de ampliação do mercado internacional. Logo, tal expressão significa, brevemente, a estipulação da vida útil de um produto, fazendo com que o mesmo seja sempre substituído por outros mais novos e modernos. Contudo, esse fenômeno gera impactos negativos na sociedade, seja pelo estímulo ao consumismo e o descarte incorreto do lixo.
A partir do inicio, o primeiro ponto a ser ressaltado é o estimulo ao consumismo, já que é algo fundamental no capitalismo e tem como função, diminuir os estoques e lucrar. Segundo o Noam Chomsky, não se pode controlar o próprio povo pela força, mas se pode distraí-lo com consumismo. Consequentemente, os meios de produção são aprimorados e as mercadorias são modificadas, as empresas usam isso para aplicar a obsolescência programada, juntamente com propagandas pra induzir as pessoas a comprarem cada vez mais.
Seguindo esse raciocínio, é passível de discussão a questão do descarte incorreto do lixo, o que gera problemas sociais e ambientais. Entretanto, para reforçar tal afirmação é preciso levar em consideração o “Aterro de Gramacho”, o maior lixão da América Latina, e o destino final de muitas toneladas de lixo consumidos nesses países. Nota-se, portanto a negligência em aplicar políticas publicas adequadas para solucionar tais problemas, e os riscos oferecidos aos seres vivos e ao meio ambiente.
Em virtude dos fatos mencionados, medidas devem ser tomadas para resolver os problemas. Portanto, o Ministério do Meio Ambiente deverá realizar ações afim de fazer com que as leis de preservação sejam executadas de forma correta. Em conjunto, o Ministério da Educação terá de contar com o apoio de professores e colaboradores, e por meio desses promover palestras e debates acerca do tema em instituições públicas e privadas, com o objetivo de formar cidadãos mais críticos e ativos diante de estratégias consumistas e manipuladora, tornando-os sujeitos ativos e pensantes que possam reverter o cenário atual, contornando a questão da obsolescência programada.