Perigos da obsolescência programada
Enviada em 03/08/2020
No documentário “The Light Bulb Conspiracy”, mostra como a obsolescência programada está presente no dia a dia. A evolução de um sistema que era feito para estragar para um sistema atual que leva o consumidor a substituir produtos através do desejo do novo, seja por evolução de design ou tecnologia. Isso ocorre, ora pela ociosidade de diligências governamentais, ora pela produção desenfreada das empresas. Assim, torna-se válido analisar tais fatores.
De acordo com o ambientalista Paul Watson, “Inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente.” Entretanto, por ter como principal intuito a geração de lucros, esse meio de produção coloca, muitas vezes, as questões ambientais em segundo plano. Tal ideia é refletida na pesquisa do Programa das Nações Unidas, a qual constatou que cerca de 40 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos são produzidos por ano. É inadmissível que, mesmo com os grandes avanços na área de pesquisa, esse problema seja comum na sociedade.
Outrossim, o excesso da rotatividade dos produtos provoca reações negativas no meio ambiente. Nessa perspectiva, não é difícil deduzir o porquê o Brasil é o maior produtor de lixo eletrônico da América Latina, consoante o portal G1, uma vez que os elevados índices de troca de equipamentos gera essa consequência, a qual, por sua vez contamina o solo, dentre outros efeitos deletérios. Logo, controlar o descarte induzido por obsolescência é também uma responsabilidade ambiental.
Diante da problemática da limitação gradativa e planejada dos objetos, faz-se necessário o Ministério da Justiça juntamente com o Poder Legislativo, punirem as empresas que fazem uso da obsolescência premeditada, a fim de amenizar o consumismo desenfreado. É imprescindível, também, que a mídia invista em conscientizar, por meio de propaganda de televisão, a população sobre como perceber se há a necessidade de comprar um novo produto e descartar o antigo ou não, com a finalidade desse consumidor não ser lubridiado pelas empresas de telecomunicação, por exemplo.