Perigos da obsolescência programada

Enviada em 03/08/2020

O sistema capitalista, nascido tímido nos berços feudais com o excedente da produção em forma de escambo entre os agricultores, tomou proporções gigantescas e lucro maior ainda a partir Revoluções Industriais. Hoje, para manter a média das vendas, os empresários diversificam a cada dia mais as funcionalidades de seus produtos, além de programarem sua obsolescência, tornando necessário ao consumidor voltar a adquirir rapidamente novos produtos. Esse fato é causado pela necessidade de manter o lucro dos grandes empresários, porém agride a saúde da população e a do meio ambiente que não tolera tamanho nível de agressão.

Em primeiro plano, os lixões tecnológicos existentes pelo mundo, contaminam o solo, a água e o ar com a liberação de gases nocivos como o CO2 e os famosos CFCs. Esses acontecimentos discorrem devido ao interesse dos grandes capitalistas na manutenção do próprio lucro, pois quando o produto possui uma “data de validade”, o consumidor adquire um novo e descarta o antigo. Entretanto, desde a retirada da matéria prima da natureza, o processo gera danos ao meio ambiente, na maioria irreversíveis a curto prazo, e que podem acarretar no fim da estabilidade mínima necessária para a vida na Terra, desencadeando desastres como chuvas ácidas ou até mais graves, como a extinção de espécies, derretimento das geleiras e, consequentemente, aumento do nível do mar.

Em suma, medidas são necessárias para reduzir o problema. Para isso, cabe ao Governo Federal,  em conjuntura com o Ministério do Meio Ambiente, tabular uma lei que estabeleça limites para as emissões de produtos poluentes no ar e na água, e, para fiscalizar a efetividade dela, formar equipes de engenheiros que produzam aparelhos para medir esses índices, químicos industriais para fazer a avaliação correta e, ainda, para reduzir os gastos, tornar essa participação parte do estágio dessas áreas.