Perigos da obsolescência programada

Enviada em 03/08/2020

A obsolência programada, também designada como obsolência planejada, pode ser conceituada numa estratégia usufruída pelos fabricantes para garantir que suas mercadorias se decaem ligeiramente. Ou seja, para que estas possuam um tempo de vida útil efêmero, cujo fito é instigar o cliente a obter um modelo contemporâneo.

No primeiro panorama, tem-se o parecer de que a obsolência programada é mister para a orbitação do mercado, fixando a atuação das empresas/indústrias e, de forma consequente, concedendo empregos.

Contudo, a solicitação de substituir uma mercadoria ainda nova em confidência da obsolência planejada é uma situação que não provoca agrado em ninguém e gera peso no bolso.

Além disso, cada compra mostra ao mercado que os consumidores estão prontos para a ter mais produtos. Algo que, indubitavelmente, provoca o estímulo da produção.

Inclusive, eletroeletrônicos, similarmente como inúmeros outros bens e mercadorias, utilizam recursos do globo terrestre para serem confeccionados. E, como se não bastasse, a constante mudança de equipamentos acaba culminando no descarte dos classificados como “arcaicos”, emergindo um exacerbado volume de lixo.

Por fim, nota-se que tal prática contém consequências devastadoras, onde os consumidores são frequentemente “obrigados” a jogarem fora aparelhos e peças que deixaram de funcionar e comprar novos. E a concepção do descarte discorre mais lixo eletrônico de nações industrializadas se acumulando em aterros de países em aprimoramento. O mesmo problema ocorre na indústria da moda através da hiperprodução e hiperconsumo de artigos do vestuário do “fast fashion”. Enfim, a obsolência programada é o resultado direto da economia linear que só resulta em resíduos.