Perigos da obsolescência programada

Enviada em 24/08/2020

Com o advento da revolução industrial, surgiu a noção de lucro e alternativas para aumentar a produtividade e consumo da época. Hodiernamente, a busca incansável por capital configurou a obsolescência programada, ou seja, o desenvolvimento proposital de um produto que se torne não funcional com um determinado tempo. Portanto, deve se analisar tanto os impactos ao meio ambiente quanto o surgimento de ideais supérfluos como ideias que rodeiam esse cenário adverso.

A princípio, cabe salientar que a obsolência programada tem como principal consequência a alta produção de lixo tecnológico. No documentário “ilha das flores” de Jorge furtado, é exposto a banalização com que foi submetido o ser humano e o consumo, onde a sociedade esta presa a uma mecanização e produção excessiva de lixo. A contemporaneidade se mostra adjacente a ficção, sem pensar no fruto da sua aquisição.

Ademais, pode se constatar que com o advento da obsolescência programada houve o aumento do consumo e portanto uma enorme segregação social baseada no poder de compra de cada individuo. A sociedade do espetáculo, proposta por Guy Debord, constitui nos indivíduos que passam a viver no mundo de aparência e consumo. Logo, pode se trazer a luz a ideia de que quem pode usufruir das tecnologias mais novas, passam a encaram aqueles que não podem como inferiores e contribuem para a vida de aparências.

Urge, portanto, necessidade de mudança desse cenário nefasto. Cabe ao Estado, através do ministério da educação, propor campanhas educativas que busque formar consumidores mais responsáveis e conscientes, por meio de incentivos a alternativas como o compartilhamento. Da mesma forma, o Ministerio da ciencia, tecnologia e inovaçao deve formentar a inclusão digital dos mais pobres, por meio da ampliação de programas de subsidios de equipamentos digitais para que a tecnologia pare de ser um meio de segregação e sim de incluão.