Perigos da obsolescência programada
Enviada em 31/08/2020
O documentário “A história das coisas”, estabelece uma reflexão no que tange aos estágios da economia, desde a produção, ao descarte dos materiais. Desse modo, é analisado os impactos que cada um destes processos ocasiona na natureza e sociedade. Além disso, no documentário o analista de vendas Victor Lebourt afirma que é necessário que as coisas sejam consumidas, destruídas, substituídas e descartadas em um ritmo cada vez maior. Neste contexto, é indiscutível a relação entre os pontos citados no documentário, com o cenário da contemporaneidade, a qual está sendo gerada principalmente pela obsolescência programada – equipamentos programados para falharem após um espaço de tempo. O que faz com que haja consequentemente uma produção exacerbada de lixo no meio ambiente. Destarte, torna-se fundamental analisar recursos para solucionar a problemática em questão.
Em primeiro lugar, com a Revolução Industrial, ocorreram numerosos avanços tecnológicos, acentuados a inovações, como eletrodomésticos e eletrônicos. Sabe – se que estes equipamentos são difíceis de serem descartados, já que transportam consigo substâncias químicas tóxicas. Além disso, com o intuito de amenizar os impactos desses materiais, foi criado um espaço para depositar os lixos eletrônicos. Porém, este sistema apresenta falhas, já que esse material descartado libera partículas de mercúrio e cádmio que são extremamente prejudiciais ao meio ambiente. Um dos fatores agravantes neste cenário, é a obsolescência programada, que faz com que haja uma acumulação desses lixos eletrônicos no meio ambiente, já que os materiais são programados para não durarem a um longo tempo.
Outrossim, cabe salientar que segundo o filósofo Zygmunt Bauman, não se pode escapar do consumo, isto faz parte do metabolismo humano, o problema não é consumir, é o desejo insaciável de continuar consumindo. Sabe - se que as propagandas televisivas, foram criadas para persuadir o telespectador. Os publicitários que as criam exercem um poder de manipulação enorme, utilizando recursos como repetições exaustivas, artifícios visuais, criando um desejo de consumo desnecessário. Desse modo, pode-se perceber que os controles midiáticos, atuam conjuntamente com a obsolescência programada, já que os dois fatores impulsionam o consumismo exacerbado.
Portanto, é mister que o Estado tome providências, para solucionar a problemática atual. Para que a população seja conscientizada, urge que o Ministério da Educação (MEC), atue na criação de projetos escolares, como palestras, com o intuito de instruir os estudantes sobre os malefícios do consumismo tanto em desenvolvimento pessoal, como ao meio ambiente.
para cada equipamento, e que estes promotores sejam fiscalizados e sujeitos a multas. Somente assim , será amenizado os impactos da obsolescência programada na contemporaneidade.