Perigos da obsolescência programada
Enviada em 08/10/2020
No documentário “A história das coisas” o analista de vendas, afirma que é necessário que as coisas sejam consumidas, destruídas, substituídas e descartadas em um ritmo cada vez maior. Neste contexto, é indiscutível a relação entre os parâmetros citados no filme, com o cenário da contemporaneidade, que está vivenciando a obsolescência programada, isto é, equipamentos programados para falharem após um curto espaço de tempo. O que faz com que haja consequentemente uma produção exacerbada de lixo no meio ambiente. Destarte, torna-se fundamental que o Estado em conjunto com os criadores destes instrumentos analise recursos para solucionar a problemática em questão.
Em primeiro lugar, com a Revolução Industrial, ocorreram numerosos avanços tecnológicos. Entretanto, sabe - se que estes equipamentos são difíceis de serem descartados, já que transportam consigo substâncias tóxicas. Desse modo, com o intuito de amenizar os impactos desses materiais, foi criado um espaço para depositar os lixos eletrônicos. Porém, o sistema apresenta falhas, já que esses rejeitos descartados liberam partículas extremamente prejudiciais ao meio ambiente. Consequentemente, como a obsolescência programada acelera o processo de rejeição desses instrumentos, essa questão é um agravante neste cenário.
Outrossim, cabe salientar que segundo o filósofo Zygmunt Bauman, não se pode escapar do consumo, isto faz parte do metabolismo humano, além disso o problema não é consumir, mas sim, o desejo insaciável de continuar consumindo. Sabe-se que as propagandas televisivas foram criadas para persuadir o telespectador. Os publicitários que as criam exercem um poder de manipulação enorme, utilizando recursos como repetições exaustivas, artifícios visuais, criando um desejo de consumo desnecessário. Desse modo, pode-se perceber que os controles midiáticos estão aliados à obsolescência programada, já que os dois fatores impulsionam o consumismo exacerbado.
Portanto, é mister que o Estado tome providências, para combater os perigos da problemática em questão. Para que a população seja conscientizada, urge que o Ministério do Meio Ambiente em parceria com as mídias sociais, que é uma forte influência para a sociedade, atue na criação de propagandas com conteúdos educativos sobre os malefícios da obsolescência programada, além disso que seja causado um impacto emocional nos indivíduos, ao verem os efeitos desta problemática na natureza. Isto, por intermédio das redes sociais, como “Instagram”. Ademais, que os criadores destes equipamentos, analisem um espaço eficiente para os rejeitos. Desse modo, será solucionado os perigos da obsolescência programada, já que o consumo e o descarte irão se tornar mais consciente.