Perigos da obsolescência programada

Enviada em 13/10/2020

O capitalismo extremo tomou proporções inigualáveis e aumentou seu lucro a partir do contexto das Revoluções Industriais e os desenvolvimentos tecnológicos e interesseiros. Atualmente, para permanecer com a média das vendas, os empresários modificam constantemente as funcionalidades de suas mercadorias, além de programarem a obsolescência, o que cria a necessidade do consumidor retornar e adquirir a nova versão mais rápido. Essa circunstância é gerada em virtude de manter o lucro dos grandes administradores, contudo prejudica o meio ambiente e a saúde da sociedade, os quais não suportam mais tamanho desrespeito.

Como supracitado, os malefícios à natureza também estão inclusos nesse aspecto. Para que seja possível a troca dos produtos, o descarte é imprescindível, contudo não considera quem irá afetar. Devido aos lixões tecnológicos distribuídos pelo mundo, ocorre a contaminação da água, do solo e do ar, com a liberação de gases tóxicos como dióxido de carbono e os CFCs, mediante aos compostos presentes nos aparelhos, conforme a RS Recicla. Esses danos acontecem por meio do interesse dos capitalistas na preservação do próprio lucro, uma vez que, com a “data de validade”, o cliente compra o novo e descarta o antigo. Todavia, desde a retirada da matéria-prima do ecossistema, a destruição da natureza está presente - e em sua maioria irreversível a curto prazo-, o que pode acarretar em uma mínima estabilidade para a sobrevivência humana.

Além da questão ambiental, a programação de quando o produto ficará obsoleto gera na população o costume de generalizar a efemeridade dada aos produtos. Entretanto, essa rotina traz consigo o prejuízo mental e financeiro. Segundo o economista André Bona, um a cada quatro homens sofrem do transtorno de oneomania, conhecido como consumismo. Dessa forma, o enfermo, com a falta de planejamento financeiro e influência externa, principalmente por propagandas, também acarretam em uma intensa preocupação, o que desenvolve outras doenças como ansiedade e depressão. Juntamente desses empecilhos, o déficit bancário caminha ao lado, o que resulta em mais de 63 milhões de dívidas atrasadas em abril de 2019, informado pelo UOL. Assim, o benefício dos grandes empresários e a felicidade momentânea da compra geram problemas a serem resolvidos a longo prazo.

Nesse sentido, medidas são necessárias para amenizar o impasse. Contudo, não haverá melhoras caso o Governo Federal, com auxílio do Ministério do Meio Ambiente, não limite a emissão de produtos poluentes, por meio de leis, para que a natureza consiga sobreviver a modernidade. Ademais, a Conar, com a Justiça Federal, deve regulamentar as publicidades apelativas, mediante a multas, para que o consumidor não seja instigado ao ato de comprar, permanecendo assim sua saúde mental e financeira.