Perigos da obsolescência programada

Enviada em 13/10/2020

Sob o ideário marxadiano, tendo a economia como a base e o lucro super valorizado. É notória a importância dos meios de produção para a atual sociedade capitalista. Com a depressão de 1929 que resultou em grandes estoques e um mercado consumidor impotente, a redução da vida útil de produtos e aparelhos eletrônicos se tornou uma estratégia para estimular uma sociedade consumista de bens não duráveis , tendo em vista também que essa mudança no comportamento gera um grande impacto ambiental intrinsecamente ligado a cultura do descarte inapropriado. Logo é de suma importância analisar os reflexos da obsolescência programada no meio ambiente.

Eventualmente, a lâmpada sempre foi um símbolo de ideias e inovações não só como também se tornou o melhor e mais antigo exemplo de obsolescência programada. O documentário “The Light bulb Conspiracy” reflete sobre a antiga alta durabilidade das lâmpadas, as quais, após terem sua longevidade reduzida em 1500 horas, provocaram um efeito de consumismo desordenado, o que persiste nos dias atuais em produtos eletrodomésticos e automóveis, onde a vida útil é determinada por lançamentos de modelos mais modernos e tecnológicos os quais induzem o pensamento que os modelos anteriores são ultrapassados e transmitindo uma falsa ideia de necessidade para os consumidores, o que configura o pensamento americano “um produto que não se desgasta é uma tragédia para os negócios”.

Segundo Lavoisier: “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, levando a refletir sobre a grande produção de lixo eletrônico. Nesse sentindo o Brasil foi apontado como campeão de produção de lixo originado de computadores segundo a Organização das Nações Unidas em 2010. A poluição no solo é gerada a partir dos metais pesados presentes nos equipamentos eletrônicos altamente tóxicos como o mercúrio e contaminam não somente o solo como também lençóis freáticos, expandindo a área de contaminação. Além disso, a geração e liberação de gases nocivos como o dióxido de carbono provoca o desequilíbrio no efeito estufa e consequentemente o aquecimento do planeta. Vale salientar também sobre o alto gasto com os recursos naturais como os combustíveis fósseis e a água.

Portanto, cabe ao Governo Federal, em conjuntura ao Ministério do Meio Ambiente, fazer campanhas de contestação do consumo desenfreado, com a criação de leis para emitir e consumir menos produtos e atualizações quando necessário, a fim de produzir menos lixo e poluir menos a camada de ozônio. A mídia deve propagandear por produtos mais duráveis, sendo contra a obsolescência programada.