Perigos da obsolescência programada

Enviada em 14/10/2020

No contexto atual, é discutido muito sobre a obsolescência programada no Brasil. Dessa forma, é possível se perceber que as mercadorias produzidas atualmente, possuem uma utilidade limitada. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados: a visão de lucro em demasia e o uso impulsivo de recursos naturais.

Em primeira análise, cabe pontuar que, segundo Karl Marx, criou-se um fetiche sobre a mercadoria: é construída uma ilusão de que a felicidade seria encontrada a partir da compra de um produto. De maneira semelhante, muitas empresas, a fim de usufruir dessa fragilidade da sociedade, usa o discurso de bem-estar relacionado à aquisição de bens para promover produtos e intensificar os lucros. Por conseguinte, diferentes mercadorias deixaram de dispor de um alto padrão de qualidade e durabilidade devido a redução de vida útil como forma de rendimento.

Além disso, convém destacar que a produção em escala hiperbólica coloca em ameaça a disponibilidade de recursos naturais, os quais são utilizados como matéria-prima. Consoante a isso, o uso inapropriado dos bens orlundos da natureza tem acentuado a devastação de ecossistemas, espécies de animais, como também da água que é vital para a manutenção de vida. Dentro dessa lógica nota-se que a dificuldade em resguardar o meio ambiente mostra-se fruto de um sistema ligado, sobretudo, a fabricação em massa e o lucro.

Diante dos fatos mencionados, fazem-se necessárias mudanças para solucionar a problemática. Assim sendo, é imprescindível que o ministério da justiça inspecione as indústrias brasileiras, a partir de visitações e fiscalização de produtos, com o propósito de garantir que as mercadorias compradas pela população estejam sob a condição de qualidade e durabilidade impostas pelo código de defesa do consumidor. Outrossim é essencial que o ministério do meio ambiente averigue as condições da utilização de recursos naturais por empresas.