Perigos da obsolescência programada

Enviada em 14/10/2020

Século XXI, desenvolvimento da tecnologia, aumento da produção destinada ao consumidor: esse é o cenário em que o Brasil se encontra. Desde a ascensão do mundo capitalista, o qual prioriza a busca incessante por lucro, a população brasileira é impactada pelos perigos da contraposição entre aumento de qualidade dos produtos e redução do tempo de vida útil- a obsolescência programada. Logo, observa-se a necessidade de refletir acerca da conexão dessa redução gradativa ao consumo exacerbado e ao descarte inadequado dos produtos.

Em primeiro plano, é importante ressaltar como a obsolescência programada afeta o consumo da sociedade brasileira. Em virtude do crescimento industrial, tecnológico e informacional trazido pela Terceira Revolução Industrial, as empresas foram se adaptando às constantes mudanças dos perfis dos consumidores. Contudo, ao invés de auxiliarem na construção de um mercado justo para todos, criaram um novo modo de produção, no qual os produtos apresentam prazo de validade para que os clientes comprem continuamente, gerando a elevação de lucros para os negócios. Sendo assim, nota-se a relação do consumismo à má gestão empresarial.

Ademais, é relevante destacar os aspectos ambientais negativos que o modelo inovador de consumo repercute no Brasil. Apesar das propostas ambientais terem sido o centro de diversos debates sobre o mercado consumidor, a redução da vida útil de objetos ainda é uma vertente que precisa ser explorada, pois causa danos ao meio ambiente e aos seres humanos ao liberar substâncias tóxicas advindas do descarte inadequado. Portanto, é imprescindível combater a falta de interesse das empresas baseando-se em pensamentos que preservem o meio ambiente, como o da chanceler alemã, Angela Merkel, o qual une a produtividade à sustentabilidade.

Em suma, para que os riscos da obsolescência programada sejam minimizados, é dever do governo agir nessa problemática. Nesse contexto, é responsabilidade do Ministério do Meio Ambiente advertir as empresas mediante os impactos ambientais causados pelo descarte indevido de itens, por meio da criação de leis que estabeleçam limites na produção e na quantidade de lixo descartado, a fim de reduzir os danos à natureza e aos seres vivos. Assim, o consumo excessivo será diminuído com a oferta de produtos e ideais como os de Angela Merkel serão valorizados.