Perigos da obsolescência programada

Enviada em 20/10/2020

A 3ª Revolução Industrial, também chamada de Revolução Técnico-científico-informacional, trouxe uma série de inovações tecnológicas e uma abrupta mudança no modo de produção. É comum ouvir pessoas de gerações passadas indignadas com a baixa durabilidade dos produtos atuais e comparando-os com os de sua época. A explicação está na obsolescência programada nas linhas de produção e quem paga o preço mais caro é o Planeta Terra.

Visando o maior lucro possível, as indústrias produzem aparelhos cada vez mais frágeis e sensíveis ao tempo, fazendo com que o consumidor tenha que desembolsar mais dinheiro em um tipo de produto num curto intervalo de tempo. A maior consequência dessa situação é a produção de um lixo, principalmente eletrônico, que na maioria das vezes, não recebe o descarte correto. Muitos desses resíduos são constituídos de materiais tóxicos, que uma vez despejados em lugares inapropriados, podem contaminar solos, lençóis freáticos e diversos animais.

Ademais, as empresas não só programam o menor tempo de vida útil de seus produtos, como lançam novas versões a cada ano, resultando no consumo ainda maior, ao passo que faz o consumidor acreditar que ele precisa adquirir o novo produto do mercado sempre. Dessa forma, tornando o aparelho obsoleto por ser considerado velho, mesmo que ainda funcional.

Portanto, é notório que o Estado tome previdências para amenizar a produção de lixo eletrônico atual. Para a conscientização brasileira, no que tange ao correto descarte do lixo, é preciso que o Governo Federal crie campanhas publicitárias alertando a população sobre a importância do correto tratamento de resíduo sólido e que este é responsável pela empresa que o produziu. Dessa maneira, será possível reduzir os impactos dele sobre o ambiente no qual vivemos.