Perigos da obsolescência programada
Enviada em 20/10/2020
No filme “Wall-E”, mostra a terra inóspita por conta do acúmulo de lixo oriundo das industrias. Infelizmente, a realidade atual se associa com a ficção, devido a obsolescência programada causada pelo consumo exacerbado e levando a alta produção de lixo.
Em primeiro plano, o mercado impõe estilos para a aquisição de seus produtos. Segundo Herbert Marcuse, filósofo e sociólogo alemão, a industria cultural induz na sociedade falsas necessidades que levam ao consumo irracional, na qual fomenta o lucro. Desse modo, cada vez mais as empresas estão em busca do perfil de seus consumidores, instigando a obterem cada vez mais suas mercadorias atuais e as descartarem rapidamente para adquirirem um novo, criando um ciclo vicioso.
Em segundo plano, há uma grande concentração de rejeitos jogados na natureza de forma errônea. De acordo com o estudo realizado pela Organização das Nações Unidas(ONU), o Brasil produz 1,5 mil toneladas anualmente de lixo eletrônico e apenas 3% possuem o descarte adequado. Dessa forma, o lixo gerado pela redução da vida útil das mercadorias, causa riscos de contaminação e poluição aos recursos naturais, cujo o ser humano depende de seu equilíbrio para sua própria sobrevivência. Portanto, medidas exequíveis são necessárias para resolver tal impasse. Logo, cabe ao Ministério da Educação criar nas escolas a Educação Tecnológica, por meio de aulas e palestras com debates semanais, que abrangem todas as faixas etárias, a fim de conscientizar criticamente as crianças e adolescentes para serem futuros consumidores conscientes. Feito isso, a sociedade brasileira poderá superar os perigos da obsolescência programada.