Perigos da obsolescência programada

Enviada em 25/10/2020

Desde a Terceira Revolução Industrial o ato de consumir foi sendo ressignificado e a velocidade das compras foi ficando cada vez maior. Nesse sentido, as indústrias, propositalmente, desenvolvem e fabricam produtos com um prazo útil pequeno, tornando-se ultrapassados em um curto espaço de tempo. Dessa forma, a obsolescência programada deve ser tratada como um sério problema, uma vez que causa impactos diretos na natureza, no indivíduo e no mercado.

Primeiramente, é relevante abordar o grande volume de lixo produzido, seja ele eletrônico, plástico ou radioativo, em função do rápido descarte. Segundo estudo da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil é o maior produtor de e-lixo da América Latina com 1,5 mil toneladas. Isso apenas corrobora visão de que o indivíduo é bombardeado periodicamente com falsas necessidades, fazendo o espírito consumista florescer.

Paralelamente, o ônus causado pelo descarte inadequado deve ser amplamente discutido. Segundo a ONU, apenas 3%  é preterido de maneira correta. Somado à isso, a falta de postos de coleta também é uma barreira enfrentada. Essa equação impacta negativamente o meio ambiente, devido ao lançamento de compostos tóxicos (chumbo e mercúrio, especialmente) prejudicando a saúde da população, dos solos e dos lençóis freáticos.

Portanto, é fundamental a adoção de medidas paliativas que pelo menos amenize essa problemática, sabendo os efeitos que ela pode acarretar. Nesse contexto, o Ministério do Meio Ambiente aliado ao Ministério da Fazenda, através de políticas públicas, devem criar medidas para regulamentar a produção de dispositivos a fim de que se atenue ou se extinga o prazo de validade das mercadorias. Assim, será possível fornecer uma conjuntura favorável à preservação da natureza, bem como reduzir os impactos na sociedade e no mercado.