Perigos da obsolescência programada
Enviada em 28/10/2020
No século xx, com o advento da Revolução Técnico-Científico- Informacional, a humanidade passou a se relacionar de maneira nunca antes vista, alinhando tecnologia e progresso. Contudo, essa interação entre os meios não está avançando como deveria, visto que a obsolescência programada é algo real na atualidade brasileira. Dito isso, faz-se necessário debater sobre o individualismo e a questão ambiental.
Diante de tal cenário, é válido ressaltar, inicialmente, que o pensamento individual é responsável pela ocorrência de atos imorais, como a obsolescência programada. Essa desarmonia em questão é explicada pelo desejo do homem moderno em enriquecer, usando uma programação em mercadorias para que elas percam a funcionalidade após certo tempo, e, assim, vender mais. Desse modo, de acordo com o filósofo Arthur Schopenhauer em seu livro ‘‘O Mundo Como Vontade e Representação’’, o mundo é constituído por uma grande vontade universal, visando a vantagem individual. Dessa maneira, nota-se que a programação para a obsolescência dos produtos comercializados um exemplo que comprova a fala do pensador alemão, posto que essa prática fortalece o indivíduo, que lucra pela constante venda a cada nova mercadoria que fica obsoleta.
Além disso, é imprescindível dizer que a obsolescência programada causa sérios danos para a natureza. Isso porque o consumismo que esse processo gera resulta em descartes de objetos na natureza, em muitas das vezes, de forma imprópria. Tal questão é comprovada pela ilha de lixo no pacífico, a qual tem o tamanho equivalente a duas vezes a área da França, de acordo com o jornal New York Times. Dessa forma, essas ações humanas contrariam os dizeres do filósofo da Grécia Antiga Platão, o qual dizia que os indivíduos deveriam viver com sabedoria, o que contemplaria a necessidade de todos. Portanto, a falta de sabedoria da sociedade em consumir e produzir não satisfaz a necessidade de todos, já que a natureza perde com o lixo mau descartado.
Por fim, urge uma solução para o impasse. Assim, a mídia, com seu alto caráter persuasivo, deve alertar a população do perigo da obsolescência programada, por meio de anúncios e vídeos demonstrativos em seus diversos canais, como rádio e televisão, que falem como essa prática industrial está presente nos produtos que consumimos, com fito de que a população esteja mais atenta sobre o assunto e possa evitar a compra de mercadorias com tempo de vida pré-programado. Ademais, o Governo Federal, tem a obrigação de cuidar do meio ambiente, por intermédio do Ministério do Meio Ambiente, é preciso que haja uma estruturação no sistema de coleta de lixo, criando mais aterros sanitários ,por exemplo, os quais são mais seguros e oferecem menos prejuízos ao meio natural, com a finalidade de diminuir a poluição ambiental causada pela obsolescência programada.