Perigos da obsolescência programada
Enviada em 04/11/2020
Segundo a Teoria da Evolução de Charles Darwin, apenas os seres mais adaptáveis podem sobreviver ás vicissitudes da natureza. De maneira análoga, uma nação em busca de desenvolvimento deve se adaptar e superar os desafios da contemporaneidade. Dentre esses, destaca-se como problema mundial a obsolescência programada, seja pelo consumismo desenfreado, seja pelo acúmulo progressivo de lixo eletrônico.
De acordo com pesquisa feita pelo IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) 81% dos brasileiros trocam de celular sem antes recorrer a assistência técnica. Desse modo, o surgimento de novos dispositivos eletrônicos de forma constante incentiva o consumo desenfreado, proporcionado pela obsolescência programada, que consiste na redução da durabilidade dos produtos em curto período de tempo para que sejam substituídos.
Outrossim, destaca-se o aumento de lixo eletrônico como impulsionador do problema. A ISWA (Associação Internacional de Resíduos Sólidos) publicou um relatório informando que no ano de 2019 o mundo bateu o recorde de produção de lixo eletrônico, com 53,6 milhões de toneladas. Estima-se que esse número em 2030 atinja 74 milhões de toneladas.
É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para alterar esse cenário. Posto isso, urge que o Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Cultura promovam palestras nas escolas, para alunos e funcionários, por meio de entrevistas com especialistas no assunto, com o objetivo de trazer lucidez sobre a questão da obsolescência programada e as consequências dela. Além disso, cabe ao Governo Federal estabelecer leis que garantem um descarte eletrônico adequado, por meio da fiscalização contínua e do suporte tecnológico necessário, a fim de promover a restauração ambiental. Assim, será possível combater a problemática.