Perigos da obsolescência programada
Enviada em 28/10/2020
Com a revolução técnico-científica introduzida por Steve Jobs nos anos 90, a revolução industrial atingiu um novo patamar: a era dos smartfones e tecnologias. Dessa forma, a prática da obsolescência programada tomou proporções exponenciais, prejudicando não só a sociedade civil, como também o meio ambiente. Com efeito, é necessário buscar alternativas de consumo consciente para a redução desses impactos.
O desenvolvimento do mercado tecnológico aumentou de forma perceptível a competitividade das empresas de tecnologia e a obsolecência programada passou a ser estratégia de fidelização de clientes. Entretando, essa atitude é preocupante em países subdesenvolvidos como o Brasil. Nesses Estados, onde a renda per capita da maior parte da população é menor que o recomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU), nem toda a população possui condições de acompanhar o mercado hiperatualizado. Por consequência, essa realidade afeta diretamente o aumento das taxas de desigualdade das populações.
Também é preciso destacar o impacto ambiental da alta produção tecnológica atual. A falta de políticas internas rígidas de logística reversa nas empresas faz com que esse serviço não seja priorizado, normalizando práticas não sustentáveis de descarte. Além disso, são poucos países que responsabilizam, de fato, tais corporações em relação aos danos ambientais de seus resíduos, mesmo estes sendo conhecidos. Os impactos variam desde poluição dos solos com metais pesados provenientes de baterias celulares até ilhas de plástico no oceano de carcaças de aparelhos, por exemplo.
Portanto, praticas conscientes de consumo se tornam urgentes. Uma medida prática é a criação, por parte da União, de campanhas publicitárias em forma de cartazes e propagandas de consumo consciente, com foco no impacto ambiental de um consumo excessivo. Assim, a população entenderá que não se faz tão necessário acompanhar as atualizações tecnológicas impostas além de desenvolver consciência ambiental.