Perigos da obsolescência programada
Enviada em 02/11/2020
Segundo Sartre, filósofo francês, o ser humano é livre e responsável. Logo, com o avanço do sistema capitalista, recai sobre ele o compromisso de tornar o mundo mais sustentável. Entretanto, ao se observar os perigos da obsolescência programada, nota-se que esse ideal é confrontado. Dessa forma, os perigos dessa estratégia já são refletidos no consumo frenético e numa significativa poluição eletrônica.
A princípio, podemos ressaltar o consumismo como uma forma de crescer socialmente. Os consumidores são cada vez mais estimulados pela cultura capitalista ocidental, conhecida também como a cultura da ostentação. O crescente mercado da publicidade é um dos fatores que induz os indivíduos a comprarem novos produtos. Um levantamento feito pelo Instituto Ataku mostra que 76% das pessoas não praticam consumo consciente. O público é influenciado a comprar itens que logo serão descartados e trocados por outros.
Vale analisar, ainda, a questão do lixo eletrônico. É notório o despreparo em relação a isso, pois grande parte desse lixo é destinado a países não desenvolvidos. A queima do mesmo gera graves problemas ambientais, e consequentemente causa danos a saúde dos seres humanos. Os países que são destinos comuns de aparelhos eletrônicos descartados são a Índia, Gana e o Paquistão. Com efeito, a ONU prevê que, em doze anos, o lixo eletrônico mundial acumulado pesará mais do que o Pão de Açúcar, que pesa mais ou menos 580 milhões de toneladas.
Evidencia-se, portanto, que a obsolescência programada é um fator de risco para a sociedade. Por conseguinte, cabe aos Órgãos Governamentais obrigar os fabricantes a estender prazos de garantia, a fim de que os consumidores utilizem o produto por mais tempo. Alem disso, o Ministério da Educação deve implementar matérias voltadas para sustentabilidade e consumo consciente nas escolas, visando a formação de cidadãos responsáveis. Por fim, o Governo Federal deve estabelecer leis que garantam
um descarte eletrônico adequado, por meio da fiscalização contínua, a fim de promover a restauração ambiental. Feito isso, os efeitos nocivos diminuirão drasticamente, e a sociedade se tornará mais consciente.