Perigos da obsolescência programada

Enviada em 04/11/2020

Segundo uma revista publicada no ano de 1928 “um artigo que não estraga, é uma tragédia para os negócios”. Apesar de ser um artigo antigo, tal frase é compreendida nos tempos mais recentes. Devido a necessidade de potencializar as vendas, a maioria dos produtos são vendidos já com o intuito de durar até determinada data. Porém, quando um produto eletrônico é trocado e descartado, causa-se um impacto no meio ambiente. A obsolescência programada é um risco para a saúde humana.

O termo foi elaborado por Bernard London, em 1929, devido a crença de sair do período da Grande Depressão, existia uma produção em massa, porém um público pequeno. Nota-se que fabricantes de celulares de última geração possuem um tempo de vida bem menor, e logo ao lançamento de novos aparelhos a população gasta mais da metade de seus salários em tais produtos, sendo assim, prejudica a economia pessoal. Esse problema é causado pela cultura da ostentação, e pelo consumismo desenfreado estimulado pela cultura capitalista ocidental

Além de forçar a população a comprar mais produtos em menos tempo, a obsolescência programada apresenta outro problema: o acumulo de lixo eletrônico. Anualmente, cerca de 215 mil toneladas de lixo eletrônicos produzidos nos Estados Unidos e na Europa são jogados em Gana. Para recuperar metais preciosos dos aparelhos que não funcionam mais, tais produtos são queimados, liberando uma fumaça tóxica, consequentemente colocando a vida de quem trabalha com lixo em risco.

Logo, medidas são necessárias para alterar esse cenário. É fundamental, portanto, que haja lugares apropriados para descartar lixos eletrônicos, visando à melhoria da saúde de quem trabalha com lixo, espalhando varias lixeiras pelas cidades, para que o cidadão não tenha que armazenar aparelhos velhos e que não funcionam em casa, ou até evitando a queimada desses aparelhos. Ademais, convém ao poder público obrigar fabricantes a estender prazos de garantia.