Perigos da obsolescência programada
Enviada em 05/11/2020
Na década de 30, após a Grande Depressão de 1929 que abalou o mundo, os países capitalistas observaram que produtos duráveis desaceleram a economia. Para evitar este problema, criaram a obsolescência programada. Nesse sentido, tal panorama promoveu um alto crescimento da economia dos países que a aplicaram. Em contrapartida, nota-se que essa atitude de redução impôs novos desafios a sociedade contemporânea, como o baixo tempo de uso de certos itens. Desse modo, é possível analisar os principais pontos da problemática: o consumismo desenfreado e a ineficiência governamental.
Inicialmente, convém ressaltar que o Brasil não se libertou das amarras das compras desnecessárias. Isso se dá porque a nossa sociedade não foi educada a administrar a sua vida financeira. Contrariando a célebre frase de Henry Ford “Economia não tem a ver com o total gasto, mas a sabedoria em gastá-lo”, a cultura brasileira em grande parte, prega que devemos viver uma vida orientada pelo dispêndio de coisas supérfluas. Dessa forma, esses comportamentos são naturalizados pois estão dentro da sociedade do consumo
Além disso, ainda há uma clara ineficiência governamental. Isso ocorre porque, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não cumpre a sua função de estabelecer normas e padrões . Nesse viés, a população é prejudicada e se vê obrigada a comprar novos produtos. Dessa maneira, a ocorrência de produtos programados para serem inutilizados só aumentará, visto que não há repressão a essa atitude.
Dessa forma, pode se perceber que o debate acima da obsolescência programada é imprescindivel para uma construção de uma sociedade mais justa. Nessa lógica é imperativo que a Anvisa crie uma regulamentação que garanta uma vida útil maior por meio da criação de um projeto de lei, com o intuito de promover um tempo de uso mais longo. Igualmente, cabe ao ministério da educação elaborar uma cartilha de educação monetária mediante geração de um plano normas para que seja votado e posto em prática, afim de educar financeiramente a nossa população. Feito isso , a sociedade poderá caminhar para a completude dos nossos direitos.