Perigos da obsolescência programada
Enviada em 05/11/2020
Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade liquida” vivida no século XX. Assim, o excesso de lixo produzido, principalmente pela obsolescência programada, que ocorre quando um produto vem de fábrica com a predisposição de se tornar obsoleto, reflete essa realidade. Nessa esfera, é valido analisar que as empresas pensam somente em aumentar suas vendas, deixando a qualidade do produto inferior. Logo discutir a temática é necessário.
No contexto relativo aos perigos da obsolescência programada, é valido analisar, ainda, que o lixo eletrônico, gerado pelo consumo desenfreado, compromete ecologicamente o planeta. Os compostos que formam os materiais eletrônicos são nocivos aos próprios seres humanos. Além do mais, esses elementos químicos supracitados são absorvidos pelo solo, e, consequentemente, atingem os lençóis freáticos. Dessa maneira um caminho possível é a construção de locais preparados para receber esse tipo de lixo, afim de combater a poluição do meio ambiente.
Segundo Karl Marx, criou-se um fetiche sobre a mercadoria: constrói-se a ilusão de que a felicidade seria encontrada a partir da compra de um produto. Diante desse contexto, é valido ressaltar que as empresas se aproveitam dessa necessidade das pessoas de comprar, como forma de venderem produtos com uma ”data de validade” curta, afim de obterem mais lucros. Com efeito, o aprofundamento do tema por parte da população e medida que se impõe.
Evidencia-se, portanto, que a baixa durabilidade proposital dos produtos tecnológicos é assunto a ser resolvido. Por conseguinte, cabe ao Poder Público a tomada de medidas para a maior fiscalização da ´produção desses produtos. Cabe, ainda, aos consumidores em geral, evitarem a frequente troca de aparelhos que ainda possam ser utilizados, logo a humanidade não será prejudicada pela tecnologia.