Perigos da obsolescência programada

Enviada em 05/11/2020

Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações políticas e econômicas é característica da modernidade líquida vivida no século XXI. Assim, a obsolescência programada, principalmente, pelo consumo desenfreado e pelos danos ao meio ambiente, reflete essa realidade.

Incialmente, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Akatu, 76% das pessoas com mais de 16 anos, não praticam o consumo consciente no Brasil. Isso se dá pela ganância da população em comprar o que está em alta no mercado, simplesmente pelo seu significado simbólico, que lhe trará felicidade momentânea e poderá o destacar no meio em que se é inserido. Dessa forma, não se questionam se aquele bem material terá alguma utilidade para o seu cotidiano.

Em segundo plano, convém ressaltar que com o consumo desenfreado

a exploração de recursos naturais aumentou em larga escala, devastando a biodiversidade. Nas fábricas a emissão de gases poluentes também cresceu drasticamente, ocasionando o efeito estufa, destruição da camada de ozônio, inversão térmica e derretimento das geleiras. Isso se dá porque segundo o filósofo John Piper, a marca da cultura de consumo é a redução do “ser” para “ter”. Dessa forma, a exploração de maneira errada vem trazendo graves danos ao meio ambiente e prejudicando a biodiversidade existente.

Diante do que foi exposto, é necessário que o Ministério da Educação (MEC) aplique em todas as escolas a disciplina de educação financeira, para ensinar de forma didática a como se administrar o dinheiro e a realizar compras de maneira consciente. Juntamente com as escolas, a mídia deve promover campanhas, nas redes sociais, de conscientização sobre a obsolescência programada e os seus males para o meio ambiente, de forma que as pessoas optem pelas boas práticas sustentáveis.