Perigos da obsolescência programada

Enviada em 05/11/2020

O processo conhecido desde o século XV como globalização é explicado como a diminuição das distâncias geográficas e aumento das assistências econômicas. Esse desenvolvimento social, econômico e geográfico trouxe boas consequências, como maior fluxo informacional e avanços nos transportes. Entretanto, foram originados, também, efeitos negativos, entre eles está a obsolescência programada, que consiste na programação da vida útil de um produto, e essa tendência carregou consigo dois impasses: consumismo exacerbado e impactos ambientais.

Em primeira análise, é inegável que o modelo fordista de produção proporcionou a explosão do consumo em massa e, consequentemente, consagrou essa tática empresarial. Hodiernamente, verifica-se que o consumismo está impregnado na população mundial, tendo em vista que, o sistema empresarial, por meio da redução da vida útil dos produtos, tem estimulado os indivíduos a gastarem com mercadorias desnecessárias, isso gera excessivos gastos da massa, provocando maior número de inadimplentes, grande quantidade de pessoas alienadas e distúrbios compulsórios.

Em adesão a isso, faz-se mister, ainda, salientar que a obsolescência planejada provoca grandes impactos ambientais no planeta Terra. É notório que a troca regular de produtos aumenta o descarte e a produção de lixo. Nesses resíduos há grande presença de lixo eletrônico, no qual contém metais pesados que podem contaminar o ambiente terrestre e marinho. Além disso, há também o exagerado consumo de matérias-primas para a produção das mercadorias, grande consumo de energia, levando à alta emissão de poluentes.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para combater a problemática, garantindo a consolidação de políticas públicas que garanta o bem-estar coletivo. É necessário que o Governo Federal, em conjunto com ONG’s, promova campanhas de combate à tática da obsolescência, por meio da implantação de multas a essas corporações.