Perigos da obsolescência programada
Enviada em 11/11/2020
Conforme a primeira lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força suficiente atue sobre ele, mudando-o de percurso; a obsolescência programada, no Brasil, segue a mesma lógica. Haja vista que, os prejuízos provindos desse sistema aumentam diariamente, os quais influenciam não somente na vida do indivíduo, como também no meio ambiente. Nesse sentido, faz-se preciso uma tomada de decisões que possa frear esses malefícios.
Em primeira análise, é necessário dizer que, hodiernamente, o século XXI é um grande pólo de tecnologia, o qual vivencia-se desde a terceira revolução industrial – a técnico-científica – que teve início em meados dos anos 1950, ou seja, século XX. Dessa maneira, há dez décadas começava a era da robótica, que trouxe benefícios para o avanço da produção tecnológica. No entanto, o efeito negativo disso aparece com a obsolescência programada, a qual influencia diretamente no desejo de consumo dos cidadãos, gerando um ciclo vicioso de compra e descarte, o que gera também uma dependência psicológica perante o mercado inovador. Uma produção extremamente inconsequente.
Em segunda análise, é importante salientar que a natureza também danifica-se por conta da redução da vida útil dos meios eletrônicos, uma vez que, o descarte incorreto desses objetos influencia diretamente na poluição do ecossistema. Além do mais, infelizmente, a estratégia das empresas nesse capitalismo, é não esclarecer no rótulo dos produtos os meios adequados para sua conservação, o que faz com que muitas pessoas apenas visem os novos modelos. Possivelmente, se aprendessem com clareza sobre a reutilização no pós-vida, o consumo desenfreado do mercado diminuiria, e consequentemente o meio seria menos agredido.
Ante o exposto, torna-se imprescindível que o Estado atue dando suporte ao Ministério do Meio Ambiente, responsável por promover o conhecimento, a proteção e a recuperação do ambiente, para criar projetos mais amplos sobre o descarte correto dessas mercadorias, por meio de programas que atendam todo o território nacional, a fim de minimizar os danos do descarte inapropriado. Além disso, as ONG’s, órgãos capazes de suprir as falhas governamentais, devem incentivar o consumo consciente, por meio de palestras e campanhas, com o propósito de diminuir o desejo de compra dos da população. Desse modo, sanar-se-á a problemática, modificando o percurso como a força suficiente descrita por Newton.