Perigos da obsolescência programada
Enviada em 11/11/2020
Atualmente vivemos em uma sociedade consumista, com a globalização e as diversas inovações tecnológicas nota-se uma necessidade do usuário a se manter atualizado, assim acumulando aparelhos obsoletos. A partir disso, há de se tratar, de maneira enfática, sobre alternativas para reduzir os prejuízos da obsolescência programada no Brasil, seja pela atualização recorrente de aparelhos eletrônicos, seja pela educação do consumo.
Em primeira análise, o mundo está evoluindo exponencialmente em questões tecnológicas. O “smartphone” foi e está sendo um dos pilares em inovação de comunicação, porém pelo rápido desenvolvimento há um sucateamento de aparelhos. De acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, vivemos em tempos líquidos e nada é para durar. Sendo assim, recebemos inúmeras propagandas e ofertas de dispositivos, mas por mais inovador que seja, terá um mais completo no ano seguinte. Logo, os aparelhos são descartados, normalmente de forma equivocada.
Em segunda análise, o cidadão é exposto há diversas tentações, porém não há incentivos para sua educação consumidora. Conforme o jornal Gazeta do Povo, apenas 53% dos entrevistados não compram os aparelhos novos apenas pelo fato de ser mais moderno e ter mais funções. O marketing digital é um exemplo das armadilhas para o consumidor, pois se não tiver uma boa disciplina consumidora, comprará o produto mesmo não precisando. Por conseguinte, uma má educação de consumo levará, cada vez mais, ao sucateamento de aparelhos. Portanto, nota-se que ações precisam ser executadas para resolver esse impasse.
Logo, é necessário que a secretaria do consumidor junto com o Ministério da Educação crie medidas de educação consumidora e de descartes apropriado dos lixos eletrônicos, por meio de palestras e materiais obrigatórios para todos os cidadãos brasileiros, conteúdo que possa ser disponibilizado virtualmente para ter um acesso universal para todos os consumidores. Assim, diminuirá o lixo eletrônico e os indivíduos da sociedade brasileira terão a educação necessária para que acabe com a obsolescência programada no Brasil.