Perigos da obsolescência programada

Enviada em 14/11/2020

Na contemporaneidade, a obsolescência programada evidencia-se quando um produto vem de fábrica já com o intuito de se tornar obsoleto ou parar de funcionar após um período de uso. Apesar de movimentar o comércio mundial, tal aspecto preocupa toda uma sociedade. Neste contexto, tornaram-se evidentes duas questões motivadoras para tal: o consumismo, que faz com que as pessoas queiram adquirir produtos cada vez mais modernos, bem como as empresas que almejam fazer o mercado girar, e assim sendo, lucrar. Em primeira análise, é importante ressaltar que o consumismo na atualidade afeta diretamente o meio ambiente, visto que se acumula lixo eletrônico, a qual compromete a natureza mundial. Prova disso são dados divulgados pela ONU em 2017, aos quais revelaram que até o final do ano, 50 milhões de toneladas de eletrônicos serão descartadas em todo o mundo, o que contribui também para a contaminação dos solos, da água e do ar, quando descartados em locais inadequados. Em segunda análise, é válido salientar a maldade por parte das empresas, que ao elaborarem produtos que se tornam obsoletos estão pensando no bem capital, fazendo com que não gere uma crise de superprodução, por exemplo. Sob este viés, os consumidores sofrem um tipo de “sabotagem” e alienação. Desta forma, sem o engajamento de todas as camadas sociais, o país pode voltar a sofrer com as consequências ocasionadas tanto pelos problemas ambientais, quanto nas questões sociais. Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para que a situação-impasse seja amenizada. Para que isso ocorra, cabe ao Governo Federal de cada país, estabelecer leis que garantam um descarte eletrônico ideal, por meio de fiscalizações e de suportes tecnológicos, visando promover a restauração ambiental. E sendo assim, diminuir os efeitos ambientais nocivos advindos da obsolescência programada.