Perigos da obsolescência programada
Enviada em 03/12/2020
A globalização comercial que se emergiu durante o século XX teve como principal caracteristica a prática do neoliberalismo de mercado, isto é, atingir o máximo número de vendas com produção descentralizadas(indústrias em paises periféricos e sedes em países centrais economicamentes) e com os menores custos de produção. Diante disso, segundo o sociólogo Theodor Adorno o que fére a sociedade é a submissão ao consumismo exarcebado evidenciado pela indústria cultural. Com isso, o processo de ‘‘fragilização’‘dos produtos no mercado consumidor é um esboço do ciclo exploratório indústrial o que somado a obsoleta fiscalização do estado sobre o setor privado acaba por se preponderar perante a conjuntura a prática de obsolescência programada.
Nesse sentido, segundo o sociólogo Karl Marx, o capitalismo é objeto de desconstrução da natureza. Posto que, por meio do vício ao consumo o individuo se torna refém das indústrias e seus excessos comerciais. Logo, a prática da obsolescência programada tem como pricipal consequência a progressão da poluição urbana, isto é, a necessidade de comprar somado a baixa durabilidade do produto induz a progressão do disperdicio do lixo de maneira geral, e da poluição de diversas esféras da conjuntura. Evidenciando o estilo de vida ‘‘America way life’’ baseado no consumismo e no descarte constante de produtos de baixa durabilidade, desde eletrônicos até alimenticios.
Além disso, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman na atualidade existe a presença de ‘‘instituições zumbi’’, isto é, o estado compactua indiretamente com os desfalques presentes na sociedade. Dessa maneira, a ausente fiscalização do organismo público sobre o setor privado nesse contexto, acaba por reformular a prática da exploração indústrial sobre a sociedade, por meio da obsolescência indutiva. O que torna fragil e segregado a sociedade como um todo, tendo em vista que somente àqueles que usufruem de consideravel influência monetária se constituem no mercado consumidor aonde ocorre a prática de obsolescência programada.
Diante dessas considerações, o Governo Federal por meio do Ministério da Cidadania aliado ao poder Legislátivo Federal deve inserir normas e medidas de regulação no que tange a durabilidade dos produtos indústriais, a fim de garantir o aquilibrio entre a lucratividade e o consumo. Em segmento, o Ministerio da Economia por meio de normas deve inserir incentivos fiscais as empresas e indústrias que detivessem uma média temporal de deteriorização de seus respectivos produtos similar ou superior a média imposta por analises do Ministerio da Economia, a fim de reduzir a dinamicidade que permea a lógica capitalista que induz a prática de obsolescência programada no Brasil.