Perigos da obsolescência programada
Enviada em 20/11/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More , é retratada uma sociedade perfeita , na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega , uma vez que abordar os perigos que a obsolescência programada pode incitar ao coletivo apresenta barreiras , as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do desleixo governamental quanto do estereótipo . Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da comunidade.
Em primeiro lugar , é fulcral pontuar que os óbices propiciados pelo enaltecimento de um produto , a fim de atribuí-lo uma durabilidade menor , deriva da baixa atuação dos setores governamentais , no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população , entretanto , isso não ocorre no Brasil. Por causa das falta de atuação das autoridades , no que permite a universalização de uma ideologia que sancione a mídia enaltecer seus produtos para incentivar a compra , logo, isso contribui para o aumento da economia canarinha. Por consequência , a supressão de limites que deviam ser impostos aos meios de divulgação de informação pelo governo contribui para maior produção de lixo e , consequentemente, para a degradação da água e da vida zoológica e botânica . Dessa forma ,faz-se mister a reformulação dessa postura estatal urgentemente.
Em segundo lugar , é imperativo ressaltar que os rótulos pré-determinadores do social são vistos como promotores do entrave .Conforme a Teoria do Inconsciente Coletivo , a população apresenta pensamentos e atitudes com supressão de consciência , haja vista a herança cultural passada de geração a geração . Sob tal óptica, ratifica-se que um indivíduo é proeminente de um âmbito moral que é ensinado a ser uma pessoa consumista e a dotar a não-contradição aos difusores de propagandas e mensagens. Por conseguinte, a transmissão desses valores corrobora-se em alienação, tal episódio é nítido em 1922, American Way of Life. Tudo isso retarda a resolução do óbice, já que o estereótipo possibilita a perpetuação desse quadro deletério.
Dessarte, para atenuar a problemática ,é preciso que o MEC entre em parceria com as escolas com o propósito de realizar palestras sobre: “A importância da criticidade e como a sua inexistência propicia o dissipamento em excesso com utensílios e alimentos”.Ademais, essas apresentações devem ser feitas por filósofos,economistas e biólogos. Adicionalmente, é obrigação dessas instituições de ensino distribuir cartazes e folhetos conscientizadores acerca da temática.