Perigos da obsolescência programada

Enviada em 16/12/2020

Com a consilidação das leis trabalhistas no governo de Getúlio Vargas, as condições e salários dos trabalhadores aumentaram, como resultado, houve um crescimento no consumo. No entanto, com esse crescimentos itensificado, não se originou uma cultura de reciclagem e destinação correta do lixo produzido, dessa forma, colaborando para que o meio ambiente seja prejudicado. Além disso, outro fator que faz com que o lixo produzido cresça de forma alarmante é a obsolescêcia programada. Assim, cabe uma discussão sobre como é possível diminuir os efeitos desse acontecimento.

Sobre tudo, obsolescência programada é a decisão do produtor, de forma proposital, desenvolver, fabricar, distribuir e vender uma mercadoria para consumo de forma que se torne obsoleto ou não funcional especificamente para forçar o consumidor a fazer a compra de um novo produto, visando adquirir um maior capital em um curto espaço de tempo. Por consequência, muitos dos produtos descartados viram lixo eletrônico, que por sua vez, causa diversos danos ambientais, sendo que os principais são contaminação por metais pesados, danos à saúde pública e redução do tempo de vida dos aterros.

Além disso, outro efeito negativo da obsolescência é o impacto no bolso dos consumidores e dos governos, que precisam lidar com uma causa que já está se tornando humanitária. Por exemplo, segundo Benito Muros, presidente da Feniss (Fundación Energía para la Innovación Sostenible Sin Obsolescencia Programada), organização espanhola voltada para o assunto, estima-se que produtos com obsolescência programada gerem prejuízo de 40 a 50 mil euros para uma pessoa durante sua vida. Sem dúvidas, essa quantia poderia ser utilizada para outra finalidade, com um melhor propósito.

Portanto, é possível notar que a obsolescência programada é um problema. Dessa forma, é importante que o estado tome medidas cabíveis, para que esse quadro seja revertido. Por conseguinte, é preciso que o Tribunal de Contas da União(TCU) envie verbas que, por intermédio do Ministério da Educação (MEC) em conjunto com Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC), serão revertidas em propagandas publicitárias, debates e oficinas que elucidem o funcionamento da indústria mundial e o papel desonesto da obsolescência programada na manutenção da mesma, a fim de que ocorra a conscientização da população. Assim, as empresas buscarão meios mais virtuosos para angariar lucro, e uma sociedade alicerçada em valores íntegros, ressurgirá.