Perigos da obsolescência programada
Enviada em 23/03/2021
A partir da revolução industrial foi disseminada a produção em massa, visando um maior consumo é feita a redução da vida útil dos produtos, o que gera não só um maior lucro para as indústrias, como também um maior descarte de produtos. Embora a atual sociedade brasileira apresente leis específicas para reduzir os impactos negativos gerados pelo consumo exacerbado destes produtos, ainda é possível visualizar o legado negativo presente na questão da obsolescência programada. Nesse contexto, torna-se evidente como causas o consumismo, bem como a má influência midiática.
Em primeiro plano, é preciso atentar-se para o consumismo presente na questão. Sabe-se que a base de uma sociedade capitalista é o capital, como explicam filósofos como Marx. Nesse sentido, o conceito de “sociedade de consumo” se torna bastante útil, pois é um termo utilizado para designar a sociedade que se caracteriza pelo consumo massivo, uma causa latente na questão da obsolescência programada. Sob esse viés, a redução da vida útil dos produtos gera um desejo constante da troca dos mesmos, agravando o consumismo.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a má influência midiática. Conforme Pierre Bordieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação do consumismo, por meio de propagandas, o que por sua vez, aumenta os índices de lixo descartado, que agrava a poluição. Assim, é importante que a população seja conscientizada sobre as consequências do uso da mídia no que diz respeito às propagandas.
É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Logo, é preciso que ONG’s especializadas no assunto, em parceria com o governo federal devem desenvolver cartilhas e vídeos sobre os perigos da obsolescência programada. Tais cartilhas e vídeos devem ser disponibilizadas nas redes sociais. O objetivo deve ser abordar o impacto do consumismo à consolidação do problema e sugerir métodos alternativos de consumo, que não intensifiquem a questão. Dessa forma, os cidadãos atuarão ativamente na mudança da realidade brasileira.