Perigos da obsolescência programada

Enviada em 28/04/2021

A despeito de todo o progresso científico e tecnológico obtido na contemporaneidade, a obsolescência programada ainda é um grave entrave social. A partir disso, é inegável afirmar que esse impasse esteja vinculado não só a cultura capitalista presente no país, mas também à falta de responsabilidade social perante o crescente acúmulo de lixo na natureza.

Primeiramente, o consumo exagerado e o desejo pelo novo são frutos do modelo político elaborado por Adam Smith no período da Revolução Industrial e instaurado no Brasil por Getúlio Vargas, que visa apenas o lucro. Por consequência desse sistema, as empresas produzem seus produtos com um limite de vida útil, para que em um tempo pré-estabelecido o consumidor seja, inconscientemente, obrigado a adquirir um novo. Assim, fica evidente uma sociedade alienada regida por um ciclo vicioso de consumo e descarte.

Além disso, a obra cinematográfica Wall-E representa o mundo no futuro, onde a produção excessiva de bens de consumo deixa a Terra soterrada por lixo. Em analogia à realidade, a obsolescência programada estimula um descarte rápido de matéria em detrimento da saúde ambiental, já que além do excesso de materiais gerados, esses são erroneamente descartados. Dessa maneira, é mister um governo de leis ambientais mais eficazes em conjunto a uma ação coletiva mundial em prol de uma melhora na qualidade de vida.

Portanto, é preciso que o Ministério do Meio Ambiente atue na preservação da fauna e flora, por meio da elaboração de leis que fiscalizem o destino dos produtos descartados e aumente as multas sobre empresas que as descumpram. Além de palestras escolares que abordem com os alunos os perigos do consumismo e as armadilhas criadas por empresas para incentivar a compra incessante. Para que assim, as futuras gerações possam desfrutar de um mundo mais sustentável e consciente.