Perigos da obsolescência programada
Enviada em 08/06/2021
O documentário “Ilha das flores” expõe a quantidade inaceitável de lixo despejado de maneira inadequada à céu aberto e sem preparo do solo, que inevitavelmente prejudica os lençóis freáticos. Este acúmulo imenso de dejetos é consequência da obsolescência programada que apresenta sérios perigos ao meio ambiente e à natureza.
Em primeiro lugar, desde a Revolução Industrial, a produção fordista está entre as indústrias, ou seja, há a priorização de quantidade ao invés de qualidade, o que resulta em produtos com pouca durabilidade, pensamento idealizado pela produção fordista. Além disso, há uma pesquisa feita pela “Ecodebate” que aponta a redução da durabilidade dos produtos conforme os anos, ou seja, embora existam mais recursos para permitir o aumento de vida útil dos produtos, o mesmo não ocorre, o que torna os bens materiais obsoletos rapidamente.
Em segundo lugar, é importante ressaltar que a sociedade contemporânea sofre com o fenômeno denominado como “obsolescência perceptiva” alimentado pelo consumismo, ou seja, há uma percepção equivocada de que antigos serviços ou materiais estão ultrapassados, mesmo que estejam em perfeito estado de funcionalidade, graças ao surgimento de outro no mercado.
É nítido que todos tais fatores como a idealização da produção fordista, somatizada à ausência de durabilidade dos produtos e à obsolescência perceptiva são prejudiciais à natureza, visto que, geram uma quantidade maior de lixo.
Portanto, é imprescindível que para a redução deste problema leis sejam criadas para reduzir os danos relacionados à obsolescência programada. Logo, o Ministério da Justiça, responsável por observar os direitos do consumidor, em trabalho conjunto com a Câmara dos deputados, por meio de um projeto de lei que tornará obrigatória a exibição de tempo-útil de produtos eletrônicos, visando assim a redução de lixo e do descarte, dando ao consumidor a chance de escolher o produto mais durável.