Perigos da obsolescência programada
Enviada em 13/08/2021
Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto de Defesa do Consumidor, 93% dos brasileiros acreditam que os produtos eletrônicos duram menos hoje em dia. A obsolescência programada é uma tática usada pelas empresas que consiste em fabricar produtos com uma duração preestabelecida. Em vista disso, o problema surge da divergência de interesses entre a busca pelo lucro maior na empresa e a necessidade de produtos mais duráveis pelas pessoas. Dessa forma, essas ações da empresa geram impactos ambientais e o consumidor é obrigado a aceitar essas práticas.
Precipuamente, a empresa lucra quando vem demais. Em 2013, Apple foi processada pelo Instituto Brasileiro de Política e Direito da Informática por lançar o iPad 4 pouco meses após lançar a versão 3, e ainda retirou esta versão do mercado. Diante disso, muitas pessoas viram a versão três como obsoleta e buscaram adquire a nova versão, o que gerou com a empresa. Entretanto, esse tipo de marketing além de proporcionar uma obsolescência programada, aumenta a produção de lixo eletrônico que acaba em aterros sanitários, e amplia os problemas ambientais. Logo, a empresa age para proporcionar benefícios a ela, mas o consumidor arca com as consequências.
Além disso, a duração do produto é essencial ao consumidor. Em 1980, a empresa Cônsul fabricou a geladeira que ficou conhecida como “a geladeira marrom” pelos brasileiros, que possuía ótima durabilidade. Pelo contrário, hoje, os produtos não apresentam a mesma qualidade pois param de funcionar após pouco tempo de uso. Ainda mais, o preço do conserto é mais custoso que comprar outro produto, pois é um meio da empresa induzir o consumidor a obter um novo, o que aumenta as vendas. Em suma, tal atitude aumenta a produção de lixo e o consumidor ainda é obrigado a adquirir um prejuízo financeiro.
Portanto, o Instituto de Defesa do Consumidor juntamente com as ONGs, devem alertar os consumidores sobre seus direitos em relação os produtos adquiridos. Salienta-se ainda que, sejam feitas campanhas na mídia e redes sociais por meio de entrevistas curtas com especialistas em Direito do consumidor, que alertem sobre possíveis fraudes das empresas e como agir perante um problema. Analogamente, o Instituto deve alertar as empresas por notificação via e-mail, onde apresentará a necessidade de uma atuação mais honesta com o consumidor e limpa ao meio ambiente. Desse modo, o consumidor não será surpreendido com a perda do produto e as empresas não produzirão lixo demasiadamente, o que trará benefícios economicamente e socialmente a todos.