Perigos da obsolescência programada
Enviada em 06/10/2021
Toyotismo, modelo produtivo criado para atender às necessidades industriais e resolver os problemas da superprodução que ocasionou a Crise de 1929, seu objetivo era a despadronização de produtos e o aumento do consumo, originando a obsolescência programada. A qual se mostra perigosa a vida da sociedade e sua sobrevivência na Terra, afetando diversas áreas, como o meio ambiente, saúde e alimentação. Sendo assim, fica claro a urgência de se buscar soluções para está problemática que ameaça a existência do homem na Terra.
Em primeiro lugar, vale destacar as principais causas que aumentaram os riscos da obsolescência programada. A primeira delas é que vivemos em uma sociedade capitalista no qual seu foco é o lucro, fazendo com que indústrias para lurarem mais diminuem a vida útil dos seus produtos, obrigando ao consumidor a trocá-lo rapidamente. Também há o papel inegável da mídia e do marketing digital neste tema, em que uma pesquisa da PricewaterhouseCoopers (PWC) Brasil que entrevistou 1000 pessoas, revelou que 77% dos brasileiros se sentiram influenciados a comprar produtos por meio das redes sociais, afirmando que o bombardeamento de anúncios diários criam uma necessidade de consumo no indivíduo, tornando-o refém de um consumismo desenfreado.
Além disso, os danos causados pela produção mais o consumo demasiado, trazem ao meio ambiente e consequentemente, à saúde são gravíssimos. Um estudo realizado pela ONG World Wildlife Fund (WWF) mostrou que o padrão atual de consumo de recursos naturais pela humanidade supera em 30% a capacidade do planeta de recuperá-los. Com isso, a alta exploração dos recursos naturais para a produção de bens de consumo em um planeta com recursos finitos se tornam preocupantes para a manutenção da vida na Terra. Destaca-se também o descarte indevido destes produtos, nos quais possuem em suas composições substâncias nocivas que degradam a natureza, contaminando solos, a água e o ar. Afetando, deste modo, a produção de alimento, mais com a bioacumulação de resíduos trazendo risco a saúde e também intensificando o aquecimento global.
Dessa maneira, é evidente a importância em combater os problemas citados. O Estado, por meio de vistorias mensais e oferecendo incentivos fiscais para empresas, deve redigir leis que fiscalizem e punem organizações que explorem absurdamente insumos naturais e usem em exagero substâncias tóxicas em sua produção. Por fim, o Governo em parceria com os meios de comunicação, deve criar campanhas publicitárias instruindo o cidadão a consumir de forma consciente e evidenciar os problemas decorridos do alto consumismo. Assim, poderemos alinhar e harmonizar o desenvolvimento econômico com a conservação ambiental.