Perigos da obsolescência programada
Enviada em 27/10/2021
Na década de 1950, após a Segunda Guerra, ocorreu a Terceira Revolução Industrial, que trouxe a ascensão da tecnologia e a necessidade de criar estratégias para gerar mais e mais vendas. Nesse sentido, um desses métodos criados foi a obsolescência programada, na qual um item torna-se ultrapassado em intervalos de tempo cada vez menores. Consequentemente, diversas implicações, tanto ambientais como comportamentais, nasceram dessa prática tão prejudicial. Logo, é necessário que os cidadãos tenham as devidas instruções e informações para poderem fazer escolhas de consumo consciente.
Primordialmente, é preciso entender como o desuso precoce dos bens de consumo é maléfico para o meio ambiente. Sob esse viés, o filme da “Pixar”, “Wall-E”, apresenta um futuro distópico, no qual os humanos abandonaram a Terra após consumirem em excesso, gerando lixo suficiente para cobrir o planeta. Para fora das telas, a obsolescência programada é responsável por numerosos e lamentáveis problemas ecológicos — como poluição atmosférica, hídrica, do solo e o descarte impróprio do lixo. No entanto, as empresas procuram ao máximo ocultar esses efeitos negativos, fazendo com que a população nem sempre esteja ciente dos encadeamentos de suas consumações. Assim, é mister que todos possuam os dados sobre a obsolescência dos produtos, para tomarem decisões mais ecológicas e cobrar das grandes empresas um cuidado maior com a natureza.
Outrossim, também é cabível ressaltar como a rapidez com que as mercadorias tornam-se ultrapassadas possui efeitos no comportamento dos indivíduos. Nesse sentido, o sociólogo alemão Karl Marx afirmava que o valor de uso de um objeto se refere à utilidade do mesmo enquanto propriedade física. Entretanto, no contexto do mundo consumista, o valor de uso de um item está muito além de sua função, assumindo um papel de indicador social e até autovalorização. Com isso, sabendo que os ciclos de vida dos bens materiais estão cada vez menores, cria-se uma necessidade constante de comprar, que traz grandes complicações à psique humana.
Portanto, é urgente que medidas governamentais sejam elaboradas para contornar a situação da obsolescência programada. Dessa maneira, o Ministério da Educação, responsável na formação dos jovens, deverá criar o Plano do Consumo Consciente. Então, por meio de aulas e palestras sobre os problemas relacionados ao consumo desenfreado e à obsolescência prematura, utilizando vídeos, falas de especialistas no meio ambiente e de psicólogos especializados, será possível tornar os estudantes mais conscientes e informados para efetuarem suas próprias decisões. Por fim, um futuro triste como o de “Wall-E” será evitado por intermédio do conhecimento.